Quem me acompanha aqui no blog já sabe que eu adoro séries policiais. Assisto sempre que encontro um trailer que me atrai ou uma sinopse que acho interessante. Com O Bosque não seria diferente. Fazia um tempo que essa minissérie estava na minha lista de séries para ver, mas depois que eu vi que ela sairia do catálogo da Netflix (mesmo sendo uma produção original da plataforma), eu finalmente decidi assistir.
Título Original: La Forêt
Criação: Delinda Jacobs
País de Origem: França
Gênero: Drama Policial
Duração: 6 episódios - 53 min
Ano de Lançamento: 2017
A história se passa na pequena cidade de Montfaucon, localizada perto da floresta de Ardennes, na França, onde praticamente todos os moradores se conhecem ou cresceram juntos. No entanto, toda essa rotina pacata muda drasticamente quando uma jovem de 16 anos, Jennifer Lenoir (Isis Guillaume), desaparece misteriosamente na floresta. O alerta do seu desaparecimento é dado pela professora de francês, Eve Mendel (Alexia Barlier), que recebe uma ligação da adolescente aparentemente desesperada durante a madrugada. A partir daí, o novo capitão de polícia, Gaspard Decker (Samuel Labarthe), e a tenente Virginie Musso (Suzanne Clément) começam a investigar o desaparecimento da garota, mas o que eles não imaginam é que tudo isso revelará uma rede intricada de segredos e mentiras.
A série tenta criar uma atmosfera de suspense em que qualquer um pode ser o culpado pelo desaparecimento de Jennifer, o que eu achei bastante interessante, porque funciona tão bem que passamos a suspeitar de vários personagens, como Vincent (Frédéric Diefenthal), Thierry (Patrick Ridremont), Manoa (Gaëtan Lejeune) e tantos outros até descobrir que o verdadeiro culpado era o mais improvável de todos. A maneira como as peças vão se juntando no final da minissérie apenas evidencia que souberam - de fato - guardar a identidade do criminoso, que não era responsável apenas pela morte da jovem Jennifer, como também pela morte de outras mulheres que foram dadas como desaparecidas naquela região, tratando-se, portanto, de um serial killer extremamente inteligente e meticuloso.
Por ser uma cidade pequena, ao passo em que alguns moradores são apontados como possíveis suspeitos, a desconfiança entre os moradores aumenta, bem como o clima de animosidade entre eles, ainda mais quando surge a evidência de que Jennifer tinha um caso com um homem desconhecido. Para descobrir a identidade do tal namorado, Decker solicita que todos os homens da cidade façam um teste de DNA, o que faz com que um homem casado tente fugir da testagem, mas sem sucesso. Enquanto isso, para tornar a situação ainda mais alarmante, as duas melhores amigas de Jennifer, Océane (Inès Bally) e Maya (Martha Canga Antonio), também desaparecem, deixando Virginie entre a cruz e a espada, já que Maya é sua filha.
Embora a série gire em torno do desaparecimento de Jennifer, vale ressaltar que a personagem da professora Eve ganha grande destaque na trama, já que ela participa ativamente de investigações por conta própria, ajudando a polícia a encontrar pistas valiosas. E é por causa do caso de Jennifer que o passado de Eve é revelado. E ela se torna a chave principal para desvendar a identidade do verdadeiro assassino. Mesmo a trama trazendo os dilemas de Virginie, que precisa lidar com a dor de ter uma filha desaparecida e com o seu dever como policial, Eve acaba sendo a figura central para todos os acontecimentos de Montfaucon. Mesmo com apenas seis episódios, a série não deixa pontas soltas, apesar de algumas incoerências, como exames de DNA cujo resultado saem no mesmo dia e cenas de nudez completamente desnecessárias e de mau gosto. No mais, isso não interfere no andamento da história, mesmo que a cena de nudez tenha me causado grande desconforto. Mas se esse tipo de série te interessa, aproveita que ela ainda estará disponível no catálogo da Netflix até o dia 30 de junho.
Nota: ⭐⭐⭐1/2




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